O Português na Casa do Mundo, Hoje

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Antes de sair da geografia que lhe deu nascimento ou, se se quiser (invertendo a orientação do foco), de iniciar a aventura por outras paragens, o português, como todas as línguas (neste ponto, não se dis-tingue absolutamente de nenhuma outra), tinha, por natureza, as próprias porta, janela e varanda, ou seja: a primeira para poder aceder ao mundo, a segunda para o poder ver/conhecer/perceber e, por fim, a terceira para o poder contemplar/apreciar (esteticamente). Isto, por si, é absolutamente singular...

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Descrição

Antes de sair da geografia que lhe deu nascimento ou, se se quiser (invertendo a orientação do foco), de iniciar a aventura por outras paragens, o português, como todas as línguas (neste ponto, não se dis-tingue absolutamente de nenhuma outra), tinha, por natureza, as próprias porta, janela e varanda, ou seja: a primeira para poder aceder ao mundo, a segunda para o poder ver/conhecer/perceber e, por fim, a terceira para o poder contemplar/apreciar (esteticamente). Isto, por si, é absolutamente singular - de um valor incomensurável, portanto. Porém, multipliquemo-lo, no mínimo e também natural-mente, por oito (todos os espaços onde é língua materna, língua segunda e/ou língua nacional), e aí são oito vezes mais portas, oito vezes mais janelas e oito vezes mais varandas. Dito isto, e antes de avançar, não devemos esquecer (pelo contrário: ter bem presente) os outros espaços onde é língua de herança e/ou língua de afetos e, ainda (é evidente), aqueles outros onde é ensinada / aprendida como língua estrangeira. Por conseguinte - é o corolário -, estamos na presença de uma língua pluricontinental, pluricultural e, consequentemente, pluricêntrica. Henrique Barroso, Introdução.

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