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Os arquivos da Inquisição Portuguesa são ricos em provas que caracterizam as práticas sociais de leitura e escrita no Portugal de Seiscentos. O cárcere, a migração, a revolta, a doença, a rejeição, o medo? levavam tanto o homem comum, como a mulher, presumível analfabeta, a escreverem cartas, a afixarem pesquisas e a copiarem fórmulas mágicas como forma de agirem contra a adversidade. Nas suas cantareiras havia pequenos livros, ou folhetos, que lhes serviam de auxílio na devoção. Nos autos que testemunhavam,...

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Descrição

Os arquivos da Inquisição Portuguesa são ricos em provas que caracterizam as práticas sociais de leitura e escrita no Portugal de Seiscentos. O cárcere, a migração, a revolta, a doença, a rejeição, o medo? levavam tanto o homem comum, como a mulher, presumível analfabeta, a escreverem cartas, a afixarem pesquisas e a copiarem fórmulas mágicas como forma de agirem contra a adversidade. Nas suas cantareiras havia pequenos livros, ou folhetos, que lhes serviam de auxílio na devoção. Nos autos que testemunhavam, muitos sabiam assinar o nome. Nos textos que deixaram escritos e que a Inquisição apreendeu, lê-se em penosa ortografia, como soava a língua que falavam. Este livro oferece, a partir de tais materiais, uma abordagem indisciplinar do escrito na sociedade portuguesa do Antigo Regime.

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