O Monge de Tibães

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Durante a segunda metade do século XX, várias instituições fartaram-se de pregar contra o capitalismo selvagem e para os perigos de um sistema económico desenfreado que ia transformando os Seres Humanos em autênticas máquinas económicas, mas ninguém ligou patavina e o homem foi construindo um castelo encantado de bem-estar materialista, que o haveria de conduzir a uma situação de total desespero no início do século XXI, com sucessivas crises financeiras que tiveram o seu epílogo em 2079 com uma brutal...

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Descrição

Durante a segunda metade do século XX, várias instituições fartaram-se de pregar contra o capitalismo selvagem e para os perigos de um sistema económico desenfreado que ia transformando os Seres Humanos em autênticas máquinas económicas, mas ninguém ligou patavina e o homem foi construindo um castelo encantado de bem-estar materialista, que o haveria de conduzir a uma situação de total desespero no início do século XXI, com sucessivas crises financeiras que tiveram o seu epílogo em 2079 com uma brutal depressão bolsista que atirou para o lixo todo o sistema económico conhecido. Quando vinte anos depois o mundo entrou em convulsão, assolado por uma guerra nuclear sem precedentes, longe iam os tempos da decantada revolução industrial que haveria de converter a grande maioria dos Seres Humanos em autênticos escravos do dinheiro. Na verdade, o homem, que a revolução industrial foi moldando e que pareceu estar sempre receoso que a sua intensa actividade laboral não correspondesse à sua ganância mercantilista, foi colocando de lado toda a riqueza dos valores espirituais, acabando por se tornar protagonista de uma descontrolada agressão à natureza, a quem feriu de morte, tornando tão precário o equilíbrio do planeta que quase o levou à destruição total! Num mundo de ficção, onde há realidades intrínsecas, António Coimbra cria e manipula personagens com uma realidade espantosa, levando-nos para um futuro que, sendo medonho, nos impele a arrepiar caminho. De entre os seus personagens destaca-se Teófilo de Jesus, herdeiro de uma forte crença religiosa que coloca em prática num arruinado Mosteiro de Tibães. Dando à estampa um mundo assustador onde a vida é desprezada até limites extremos e o cristianismo anda pelas ruas da amargura, o autor "descobre" este personagem, que ainda acredita na reabilitação espiritual do Ser Humano e atribui-lhe o papel de um farol que guia toda uma população miserável e faminta que pulula em redor de CityBraga, uma impiedosa cidade-estado formada a partir das ruínas da antiga cidade de Braga. Lutando de forma pacífica contra os poderes instituídos, este homem de sabedoria e paz, depressa conquistou a admiração dos mais desfavorecidos e a verdade é que, quando toda a esperança parecia perdida, a confiança num futuro melhor foi restabelecida por Teófilo de Jesus, o Monge de Tibães.

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