Antologia Bilingue de Autores Açorianos Contemporâneos

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Escreveu Pedro da Silveira, redimindo-se, talvez, do carácter pouco sucinto que imprimiu ao texto de abertura da sua Antologia de Poesia Açoriana. Do século XVIII a 1975, que os prefácios (e incluímos nesta dimensão paratextual, como é óbvio, as introduções e as notas preliminares) devem ser "introdutores e não... abafadores" (1977:39). A fim de render preito a tão assisada prescrição, não podem as Autoras deixar de tecer algumas considerações, breves que sejam (assim evitando "sufocar" os Leitores),...

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Descrição

Escreveu Pedro da Silveira, redimindo-se, talvez, do carácter pouco sucinto que imprimiu ao texto de abertura da sua Antologia de Poesia Açoriana. Do século XVIII a 1975, que os prefácios (e incluímos nesta dimensão paratextual, como é óbvio, as introduções e as notas preliminares) devem ser "introdutores e não... abafadores" (1977:39). A fim de render preito a tão assisada prescrição, não podem as Autoras deixar de tecer algumas considerações, breves que sejam (assim evitando "sufocar" os Leitores), relativas à génese, aos objectivos e à estrutura desta Antologia. No que respeita ao primeiro item, é de referir que, se em 2008 propusemos à Direção Regional da Educação e Formação do Governo Regional dos Açores a elaboração de uma Antologia de Autores açorianos contemporâneos passível de integração do plano curricular do Ensino Básico, decidimos, ulteriormente, solicitar o apoio da Direcção Geral das Comunidades para o financiamento de uma edição bilingue, português-inglês, numa verão menos longa do que a sua homóloga, a Antologia monolingue, concluída há cerca de um ano. Os objectivos que então, tal como hoje, enunciámos foram, entre outros (cujo elenco mais ou menos completo seria fastidioso), o de proporcionar às comunidades açorianas, lusofalantes e não só, radicadas nos Estados Unidos e no Canadá (para mais não citar), o acesso a uma obra (esgotada, na maioria dos casos) nascida no Arquipélago, facultando um estudo temático-estilístico das características idiossincráticas que a diferenciam, como, por exemplo, o imaginário dinâmico do ilhéu, confinado ao isolamento e à insularidade, imbuído de um sentimento inegável de religiosidade popular e bipartido, em termos de sonho emigratório, entre o anelo da partida e o desejo do regresso (mesmo se a "largada" só interiormente, no imo, se concretizou). [...]

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